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Notícias

Resultados janeiro-junho 2020

As receitas da Cellnex alcançam os 723 milhões, enquanto que o ebitda cresce até 527 milhões

 

  • Desde o início da crise do coronavírus, a Cellnex assegurou a continuidade e a disponibilidade dos seus serviços a 100% ao entrar na categoria de atividade essencial, prestada 7×24.
  • Os indicadores assinalam um notável alargamento do perímetro do Grupo depois das aquisições de 2019 e dos primeiros meses de 2020. Crescimento orgânico sustentável no primeiro semestre:
    • As receitas alcançaram os 723 milhões de euros; o ebitda 527 milhões de euros; e o cash-flow livre recorrente 267 milhões de euros.
    • Os pontos de presença (PoPs) aumentam +60% ( 5% a perímetro constante). O rácio de clientes por site cresce 3% a perímetro constante.
    • A implantação de novos nós DAS (sistema distribuído de antenas) cresceu +20% em relação ao primeiro semestre de 2019.
  • No primeiro semestre de 2020 a Cellnex acumula investimentos no valor de 2.500 milhões de euros. Ultimou as suas duas primeiras operações em Portugal: a aquisição da OMTEL e a da NOS Towering –que já recebeu luz verde das autoridades de concorrência em Portugal–; reforçou a sua presença em França, anunciando a implantação de uma rede de fibra (FTTA, fiber-to-the-antenna) para impulsar o ecossistema 5G; concluiu –neste mês de julho– a aquisição da divisão de Telecomunicações da Arqiva no RU; e comprou 100% das ações da start-up finlandesa Edzcom especializada em redes privadas LTE (4G e no futuro 5G).
  • Depois destas operações e da conclusão da compra da divisão de Telecomunicações da Arqiva, foram revistas em alta as previsões do Ebitda por parte da Cellnex (entre 1.160 e 1.180 milhões sendo que o intervalo prévio era de 1.065-1.085 milhões) e o cash flow livre recorrente em +70% do que 2019 em vez dos +50% estimados.
  • A dívida líquida em 30 de Junho ascendia a 669 milhões de euros. 81% a taxa fixa, o custo médio da dívida (utilizada) é de 1,7% e a vida média 5,7 anos. A liquidez disponível no final de Junho (tesouraria + linhas de crédito) era de 7.400 milhões de euros. Depois de fechar a operação de compra da Arqiva e o cancelamento do respectivo empréstimo-ponte, a liquidez atualmente disponível (Julho 2020) ascende a 4.000 milhões de euros.
  • Perante a situação criada pela Covid-19 a empresa mantém abertas linhas de colaboração com ONGs e hospitais a nível nacional e internacional. Entre as várias linhas destaca-se o apoio a um projeto de investigação sobre imunoterapia celular com 5 milhões de euros que está a ser desenvolvido por um consórcio europeu de hospitais, liderado pelo Hospital Clínic de Barcelona.

Barcelona, 20 de julho de 2020- a Cellnex Telecom apresentou os resultados relativos ao primeiro semestre de 2020. As receitas totalizaram 723 milhões de euros (+48%) e o ebitda subiu até 527 milhões (+64%) depois de consolidar as aquisições de ativos efetuadas em 2019 em França e Itália (Iliad), Suíça (Salt), Reino Unido (BT), Irlanda (Cignal) e Espanha (Orange), tal como a compra da Omtel em Portugal concluída em janeiro.

O resultado líquido do semestre foi negativo em -43 milhões de euros devido ao efeito significativo de maiores amortizações (+95% vs. 1S 2019) e de custos financeiros (+23% vs. 1S 2019) decorrentes do intenso processo de aquisições e o consequente aumento do perímetro. Cenário este que é coerente com a fase de forte crescimento que vive a empresa, portanto –tal como se adiantou na apresentação de resultados do exercício de 2019-, é de esperar que o grupo siga refletindo um resultado contabilístico negativo nos próximos trimestres.

Franco Bernabè, Presidente da Cellnex quis salientar igualmente que neste trimestre se verificou a “continuidade e total disponibilidade dos serviços prestados pela Cellnex nos oito países em que opera, num contexto marcado por uma grande perturbação socioeconómica resultante da crise do coronavírus. Devemos apreciar e avaliar muito positivamente o grau de normalidade com o qual a empresa foi capaz de desenvolver a sua atividade nestes primeiros seis meses, algo que por si só tem um caráter excecional”.

“A nossa empresa –acrescenta Tobias Martinez, CEO (diretor executivo) da Cellnex, e de acordo com o manifestado no fecho do primeiro trimestre- continua a operar com um critério de máxima responsabilidade e prudência em relação aos seus clientes que não viram alterados os seus serviços; aos seus fornecedores, aos que oferecemos mecanismos para acelerar os pagamentos do abastecimento e de serviços; aos seus empregados que conseguiram continuar a trabalhar com plena normalidade, garantindo a continuidade das operações e do dia-a- dia. Também foi possível levar a cabo novas operações de crescimento em Portugal e em França, e concluir, já neste mês de julho, a compra da divisão de telecomunicações da Arqiva no Reino Unido, uma operação decisiva para a consolidação do nosso projeto europeu”.

Tobias Martinez também frisou “a contribuição da Cellnex para a sociedade perante a excecionalidade da crise do coronavírus. Implicamo-nos comprometendo recursos financeiros e tecnológicos em projetos de cooperação para atenuar o impacto da crise sanitária a curto prazo, mas também decidimos apoiar a procura de soluções clínicas que permitam ultrapassar a crise de saúde pública a médio e longo prazos. Neste sentido, o acordo com o Hospital Clínic de Barcelona e com um consórcio de hospitais europeus, que assinamos em junho, é uma ação decidida e sem precedentes, a nosso ver, para destinar recursos de monta e extraordinários a um esforço cooperativo e ambicioso: contribuir para a investigação de alternativas de tratamentos para os doentes da Covid-19”.

 

Áreas de negócio. Principais indicadores do período

No primeiro semestre de 2020 os Serviços de Infraestruturas para operadores de Telecomunicações móveis contribuíram para as receitas totais com 77%, equivalendo a 553 milhões de euros, o que implica um crescimento de 70% relativamente a junho de 2019.

A atividade de infraestruturas de radiodifusão concorreu com 16% das receitas, ou seja, 117 milhões de euros.

O negócio centrado nas redes de segurança e emergência e soluções para a gestão inteligente de infraestruturas urbanas (IoT e Smart cities) contribuiu com 7% das receitas, isto é, com 52 milhões de euros.

A 30 de junho, 63% das receitas e 72% do ebitda têm origem fora do mercado espanhol. Sendo Itália é o segundo mercado mais importante com 23% das receitas do grupo.

A 30 de junho de 2020, a Cellnex contava com um total de 40.505 sites operacionais (10.313 em Espanha, 10.356 em Itália, 9.411 em França, 922 nos Países Baixos, 611 no Reino Unido, 5.272 na Suíça, 601 na Irlanda e 3.019 em Portugal), aos quais se acrescentam 2.090 nós (DAS e Small Cells).

Relativamente a DAS e Small Cells é de referir que o número de sites cresceu aproximadamente +20% relativamente ao primeiro semestre de 2019.

O crescimento orgânico dos pontos de presença nos sites a perímetro constante situou-se em +5% em relação ao período homólogo de 2019, enquanto que o rácio de clientes por site (excluindo as alterações no perímetro) cresceu +3%.

O total de investimentos executados no semestre totalizou 652 milhões de euros, na sua maioria destinados a investimentos vinculados à geração de novas receitas, preponderando a incorporação de novos ativos em Portugal e o esforço contínuo na integração e na instalação de novas infraestruturas em França, tal como às melhorias de eficiência e à manutenção da capacidade instalada.

O backlog –vendas futuras contratadas do grupo-, alcança os 47.000 milhões de euros.

 

Estrutura da dívida

Cellnex fechou o primeiro semestre de 2020 com uma estrutura de dívida estável e de longo prazo, com uma vida média de 5,7 anos, um custo médio aproximado de 1,7% (dívida utilizada), e 81% indexada a uma taxa fixa.

A dívida líquida do Grupo em 30 de Junho ascendia a 4.669 milhões de euros, em comparação com 3.938 milhões de euros no final de 2019.

Cellnex tinha – no final do período – acesso a liquidez imediata (tesouraria e linhas de crédito não utilizadas)  num montante de aproximadamente 7.400 milhões de euros. Depois do fecho e da liquidação da operação de compra da divisão de telecomunicações da Arqiva e o cancelamento de um empréstimo-ponte relacionado, a Cellnex tem acesso a liquidez imediata por um montante de aproximadamente 4.000 milhões de euros.

Em junho a companhia levou a cabo duas emissões de obrigações, uma por um valor global de 915 milhões de euros dividida em duas tranches -uma de 165 milhões com vencimento em abril de 2025 e uma taxa de cupão de 1,4% e outro de 750 milhões com vencimento em junho de 2029 e uma taxa de cupão de 1,875%-, e outra por um valor de 100 milhões de francos suíços, com vencimento em julho de 2025 e uma taxa de cupão de 1,1 %.

As emissões da Cellnex Telecom mantêm o rating “investment grade” (categoria do investimento) de Fitch (BBB-) com perspetiva estável, confirmado pela própria agência em abril deste ano. Por sua vez, S&P mantém o rating BB+ com outlook estável confirmado pela própria agência também no mês de abril.

 

Primeiros meses de 2020 marcados pelas operações de crescimento

Nos primeiros meses de 2020 a Cellnex celebrou diversos acordos de crescimento que a levaram a entrar e consolidar-se em Portugal –o oitavo país europeu em que a empresa desenvolve a sua atividade- e a reforçar a sua presença em França através da instalação de uma rede de fibra ótica com a Abougues Telecom -que interconetará torres, sites e centros de “edge computing”, decisivos para o desenvolvimento do ecossistema 5G.

Em Portugal a empresa anunciou em janeiro a conclusão da compra de operador de torres e sites de telecomunicações luso OMTEL por 800 milhões de euros. OMTEL opera 3.000 sites em Portugal. A aquisição contempla além disso a construção de 400 novos sites em 4 anos, aos quais poder-se-iam somar um máximo de 350 sites adicionais, com um investimento total previsto para este programa de construção que chegaria aos 140 milhões de euros. A Omtel já opera sob a marca Cellnex em Portugal, desde o passado 1 de julho.

Em abril, a Cellnex chegou a acordo com o operador móvel português NOS para a aquisição de 100% da NOS Towering. A transação envolve perto de 2.000 sites de telecomunicações e um investimento inicial de aproximadamente 375 milhões de euros, com um compromisso adicional de investimento de até 175 milhões de euros para ampliar o perímetro (num máximo de 400 sites, incluindo um programa de construção de novas torres) e outras iniciativas acordadas a executar durante os próximos seis anos.

Em França, a Cellnex e a Bouygues Telecom anunciaram em fevereiro um acordo estratégico para lançar e operar uma rede de fibra ótica com o objetivo de apoiar e acelerar a implantação do 5G. O investimento previsto -até 2027- alcança os 1.000 milhões de euros, que se destinarão à instalação de uma rede de 31.500 km. que interconetará as torres de telecomunicações que servem a Bouygues Telecom –das quais 5.000 são da Cellnex–, com a rede de “Central” e “Metropolitan offices” destinadas a albergar centros de processamento de dados (Edge Computing). O acordo contempla igualmente a construção de até 90 novos “metropolitan offices” também até 2027 que se somam aos 150 centros acordados com a Bouygues Telecom em dezembro de 2018 (88) e fevereiro de 2019 (62).

No Reino Unido, a empresa fechou a operação de aquisição da divisão de telecomunicações de Arqiva neste mês de julho. O projeto anunciado em outubro de 2019 implica a integração de perto de 7.400 sites e os direitos de comercialização de perto de 900 sites adicionais distribuídos por todo o Reino Unido, além de um investimento de 2.000 milhões de libras esterlinas.

Também em julho Cellnex adquiriu 100% das ações da start-up finlandesa Edzcom, especializada em soluções de conetividade no extremo (Edge) da rede, especialmente focalizadas no desenvolvimento e implantação de redes privadas LTE, decisivas para a implantação do 5G, em processos críticos de negócio (Business Critical) em áreas ou complexos industriais como portos, aeroportos ou unidades de produção robotizadas, entre outros.

 

Revisão em alta das perspetivas para 2020

Fruto das operações levadas a cabo em 2019 e nos primeiros meses de 2020 bem como das suas integrações progressivas no conjunto do Grupo, a Cellnex atualizou a suas previsões dos distintos indicadores-chave (Ebitda e fluxo de caixa livre e recorrente –RLFCF-) do exercício 2020:

  • Ebitda estimado: entre 1.160 e 1.180 milhões de euros (vs. estimativa inicial oscilava entre 1.065 e 1.085 milhões de euros).
  • Crescimento do RLFCF próximo de 70% (vs. estimativa inicial de 50%)

 

Sobre Cellnex Telecom

A Cellnex Telecom é o principal operador europeu de infraestruturas de telecomunicações sem fios, com uma carteira de cerca de 61.000 sites, incluindo previsões de implantação até 2027. A Cellnex leva a cabo a suas atividades em Espanha, Itália, Países Baixos, França, Suíça, Reino Unido, Irlanda e Portugal. O negócio da Cellnex estrutura-se em quatro grandes áreas: serviços para infraestruturas de telecomunicações, redes de difusão audiovisual, serviços de redes de segurança e emergência, e soluções para a gestão inteligente de infraestruturas e serviços urbanos (Smart cities e “Internet das Coisas” (IoT)).

A empresa está cotada no mercado continuo da Bolsa espanhola e faz parte do índice IBEX35 e do EuroStoxx 600. Além disso faz parte dos índices de sustentabilidade FTSE4GOOD, CDP (Carbon Disclosure Project), Sustainalytics e “Standard Ethics”. Entre os acionistas de referência da Cellnex encontram-se Edizione, GIC, ADIA, CriteriaCaixa, Blackrock, Wellington Management Group e Canada Pension Plan.



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