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As receitas da Cellnex alcançam os 1.149 milhões, enquanto que o EBITDA cresce até 838 milhões

 

Até outubro a Cellnex concluiu ou anunciou aquisições em Portugal, França, Reino Unido e Polónia, representando um investimento total de 6.900 milhões de euros

 No seguimento do aumento de capital no valor de 4.000 milhões realizado no passado mês de agosto, a Cellnex continua a analisar um conjunto de projectos que implica um investimento estimado de 11 .000 milhões de euros

 

  • Os principais indicadores financeiros do trimestre evidenciam a considerável expansão geográfica do Grupo após várias aquisições realizadas entre 2019 e outubro de 2020, juntamente com um crescimento orgânico sustentado:
  • A receita atingiu os 1.149 milhões de euros (+53%); o EBITDA 838 milhões de euros (+68%); e o cash-flow livre recorrente, 435 milhões de euros (+70%).
  • Os pontos de presença (PoPs) aumentaram cerca de 70% (5% a perímetro constante). O rácio de clientes por site aumentou 3% a perímetro constante.
  • A implantação de novos nós DAS (Sistema distribuído de antenas) teve um crescimento orgânico de aproximadamente 20% em relação ao terceiro trimestre de 2019.
  • Confirmadas as previsões de 2020 após uma revisão em alta do EBITDA e do cash-flow recorrente livre anunciada em julho passado.
  • O backlog do grupo em vendas contratadas é de cerca de 000 milhões de euros, incluindo as provisões do acordo com o Iliad na Polónia anunciado a 23 de outubro deste ano.  
  • A dívida líquida a 30 de setembro ascendia a776 milhões de euros. Com 74% a uma taxa fixa, um custo médio da dívida  (utilizada) de 1,7% e uma vida média de 5,5 anos. A liquidez disponível no fecho do trimestre (tesouraria + linhas de crédito) ascendia a 7.200 milhões de euros.
  • O Conselho aprovou o pagamento da dívida no valor de 0,03588 euros por acção, com base na reserva de prémio de emissão, que terá efeitos a partir de 25 de novembro.
  • Face à situação decorrente do COVID-19, a empresa mantém abertas várias linhas de colaboração com ONGs e inúmeros hospitais, no valor de 10 milhões de euros. Destaca-se o financiamento de 5 milhões de euros de um projecto de investigação em imunoterapia celular realizado por um consórcio europeu de hospitais, liderado pela Clínica de Barcelona.

Lisboa, 4 de novembro de 2020. A Cellnex Telecom apresentou os resultados relativos ao período janeiro-setembro 2020. As receitas totalizaram 1.149 milhões de euros (+53%) e o EBITDA teve um crescimento até aos  838 milhões de euros (+68%) após ter consolidado as aquisições realizadas em 2019 e nos primeiros meses 2020.

O resultado líquido do período foi negativo em menos 84 milhões de euros devido à elevada amortização (+100% vs. 3Q 2019) e custos financeiros (+37% vs. 3Q 2019) associados ao processo de aquisições realizado em 2019 e 2020, e a significativa expansão geográfica do Grupo . Isto encontra-se em linha com o forte crescimento que a empresa continua a experienciar e, por esta razão – conforme anunciado na apresentação dos resultados do exercício de 2019 – é expectável que o Grupo continue a registar resultados líquidos negativos nos próximos trimestres.

O Presidente da Cellnex, Franco Bernabè sublinhou “a capacidade da equipa de gestão da Cellnex de continuar a cumprir os objectivos traçados, incluindo a disponibilidade contínua de todos os serviços oferecidos pela empresa aos seus clientes – reflectida nos indicadores de negócio orgânico do Grupo  – num contexto marcado pela ruptura social e económica causada pela pandemia do COVID-19. Ao mesmo tempo, a equipa conseguiu manter uma política de crescimento que nos permite reforçar e expandir a presença geográfica do Grupo através de aquisições transformacionais, ao passo que contam com o apoio dos nossos accionistas que uma vez mais demonstraram a sua confiança nos nossos projectos ao responderem a um pedido de aumento de capital no valor de 4.000 milhões de euros no passado mês de Agosto.”

Tobias Martinez, CEO da Cellnex frisou como  “o Grupo e os seus colaboradores continuam a trabalhar com base no princípio de responsabilidade máxima para com os seus clientes, para quem os serviços se mantiveram inalterados; para os fornecedores, com quem nós temos mecanismos acordados para acelerar o recebimento de pagamentos; para os próprios colaboradores, que embora tenham começado a trabalhar à distância durante estas circunstâncias excepcionais, continuam a desempenhar as suas funções ao mais alto nível, garantindo a continuidade das operações, assim como realização de novas operações de crescimento como é o caso daquelas que foram executadas nos últimos meses em Portugal, França, e no Reino Unido onde concluímos a compra da unidade de telecomunicações da Arqiva, ou o recente anúncio do acordo com Iliad na Polónia  que nos dará acesso a um dos mercados mais atractivos e dinâmicos da Europa de Leste.

“Estamos no caminho certo para fechar o exercício de 2020 – continua Tobias Martinez – marcado fortemente pela pandemia COVID-19 à qual o Grupo respondeu com o desejo de servir os seus clientes, ao mesmo tempo que mantivemos a nossa ambição e tenacidade para nos dotarmos dos recursos necessários que nos permitem seguir em frente com o projecto de crescimento do Grupo enquanto que nos empenhamos em analisar e realizar novas operações.”

 

Linhas de negócio. Principais indicadores do período

Os serviços de infraestruturas para operadores de telecomunicações móveis contribuíram com 78% do total da receita,  no montante de 898 milhões de euros, representando um aumento de 77% em relação a setembro de 2019.

A atividade  de infraestruturas de radiodifusão contribuiu com 15% da receita, com 172 milhões de euros.

O negócio dedicado às redes de segurança e emergência e soluções de gestão inteligente de infraestruturas urbanas (IoT and Smart cities) contribuíram com 7% da receita, perfazendo o total de 78 milhões de euros.

A 30 de setembro, 65% da receita e 73% do EBITDA foram gerados fora do mercado espanhol. Itália é o segundo maior mercado, sendo responsável por 22% da receita do grupo.

A 30 de setembro de 2020, a Cellnex contava com um total de 50.185 sites operacionais (10.313 em Espanha, 10.356 em Itália, 9.687 em França, 924 na Holanda, 7.996 no Reino Unido, 5.277 na Suíça, 621 na Irlanda e 5.011 em Portugal), para além dos 2.707 nós (DAS e Small Cells).

É importante destacar que o número de nós DAS e Small Cells cresceu organicamente em cerca de 20% em comparação com o mesmo período de 2019.

O crescimento orgânico de pontos de presença em sites foi de cerca de 5% ao ano, enquanto que o rácio de cliente por site (excluindo alterações ao perímetro) foi de 3%.

O total de investimentos efectuado nos primeiros nove meses de 2020 ascendeu a 3.585 milhões de euros, na sua maioria destinado a investimentos ligados à geração de novas receitas, particularmente a incorporação de novos activos em Portugal e no Reino Unido e a continuidade na integração e implementação de novas infraestruturas em França, bem como melhorias na eficiência e na manutenção de capacidade instalada.

No seguimento do anúncio do acordo com Iliad para a aquisição da rede de localizações na Polónia, o backlog das futuras vendas contratadas pelo grupo alcança os 53.000 milhões de euros.

 

Estrutura Financeira

A Cellnex fechou os primeiros nove meses de 2020 com uma estrutura de dívida marcada pela flexibilidade, baixo custo e um elevado custo médio de vida proporcionado pelos vários instrumentos que foram utilizados. A 30 de setembro, a vida média correspondia a 5,5 anos, o custo médio aproximado a 1,7%, (dívida utilizada), e 74% a uma taxa fixa.

A 30 de setembro, a dívida líquida do Grupo alcançava 3.776 milhões de euros comparado com 3.938 milhões de euros ao fecho de 2019.

No fecho do período, a Cellnex teve acesso a liquidez imediata (tesouraria + dívida não utilizada) no montante de aproximadamente 7.200 milhões de euros.

Em Agosto, a Cellnex completou com sucesso o aumento de capital no valor de 4.000 milhões de euros, a que praticamente todos os titulares de direito preferencial subscreveram. A procura de investimento superou em mais de 46 vezes a oferta de novas acções.

Em outubro a empresa realizou uma emissão de obrigações a 10 anos no valor global de 1.000 milhões de euros, com um cupão de 1,75%.

As emissões obrigacionistas da Cellnex Telecom mantiveram o rating de “investment grade” de Fitch  (BBB-) com uma perspetiva estável, confirmada pela própria agência em abril deste ano. Por sua vez, a S&P mantém o rating de BB+  com uma perspetiva estável confirmada pela própria agência em setembro.

 

Um 2020 marcado pela entrada em novos mercados e consolidação em mercados-chave

Até outubro de 2020, a Cellnex chegou a vários acordos de crescimento que permitiram entrar e consolidar a sua presença em Portugal e que a levará a entrar na Polónia – o oitavo e nono países europeus respectivamente onde a empresa opera actualmente —; e fortaleceu a sua presença em França ao implementar uma rede de fibra óptica com a Bouygues Telecom, que irá conectar as torres, sites e centros de edge computing que são essenciais para o desenvolvimento do ecossistema 5G; e a sua presença no Reino Unido com a conclusão da compra da unidade de telecomunicações da Arqiva.

Em Portugal a empresa anunciou em janeiro que concluiu a compra de operador de torres e sites de telecomunicações OMTEL no valor de 800 milhões de euros. A OMTEL opera 3.000 sites em Portugal. A aquisição também contempla a implementação de 400 novos sites em 4 anos, que poderiam ser completados com outros 350 sites adicionais, envolvendo um investimento total previsto para este programa de construção de sites de 140 milhões de euros. A OMTEL actua sob a marca Cellnex em Portugal desde o passado 1 de janeiro.

Em França, a Cellnex e a Bouygues Telecom anunciaram em fevereiro um acordo estratégico para a implementação e operacionalização de uma rede de fibra óptica com o objectivo de acelerar o 5G. O investimento previsto – até 2027 – é de 1.000 milhões de euros, que se destinarão ao desenvolvimento de uma rede de 31.500 Km. que interligará as torres de comunicação que servem a Bouygues Telecom – 5.000 das quais pertencem à Cellnex – com a rede de “Central” e “Metropolitan offices” destinadas a albergar centros de processamento de dados (Edge Computing). O acordo também contempla a implementação de 90 novos “metropolitan offices”, também até 2027, para além dos 150 centros acordados com a Bouygues Telecom (88 em dezembro 2018 e 62 em fevereiro 2019).

Em April, a Cellnex concluiu um acordo com o operador móvel português NOS para a aquisição de 100% da Torre NOS. A transacção, que foi concluída no passado mês de setembro, envolve cerca de 2.000 sites de telecomunicações e um investimento inicial de aproximadamente 375 milhões, com um compromisso de investimento adicional de 175 milhões de euros para ampliação do perímetro (até 400 sites, incluindo um programa de construção de novas torres) e outras iniciativas acordadas a serem desenvolvidas nos próximos seis anos.

No Reino Unido, a empresa concluiu em julho a sua aquisição da unidade de telecomunicações da Arqiva. O projecto, que foi anunciado em outubro de 2019, envolve a integração de cerca de 7.400 sites e os direitos de comercialização de cerca de 900 sites distribuídos pelo Reino Unido, num investimento de 2.000 milhões de libras esterlinas.

Também em julho, a Cellnex adquiriu 100% das acções da start-up finlandesa Edzcom, especializada em soluções de conectividade em Edge, especialmente focadas no desenvolvimento e implementação de redes privadas LTE, que são essenciais para o desenvolvimento do 5G, em processos de negócio críticos (Business Critical) em complexos e ambientes industriais como portos, aeroportos ou plantas de produção robotizadas, entre outros.

Em Espanha, este outubro, a Cellnex fechou com a Indra a compra de 60% da Metrocall, o operador neutro que gere e opera a infraestrutura de telecomunicações e serviços no sistema do metro de Madrid.

Também em outubro, a empresa anunciou que chegou a um acordo com a Iliad para adquirir a rede de 7.000 sites do operador móvel polaco Play. A Cellnex irá investir 800 milhões de euros na aquisição de uma participação de controlo de 60% na empresa que gere os sites, que prevê investir até 1.3 milhões de euros adicionais na implementação de 5.000 novos sites nos próximos dez anos.



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